Isso é o que acontece com o seu cérebro quando você está apaixonado

As pessoas dizem que a paixão é como um vício. E, de acordo com alguns neurocientistas, essas pessoas podem estar corretas, viu! O amor romântico pode liberar tantos neurotransmissores em sua corrente sanguínea que os efeitos podem superar alguns medicamentos.

Veja só o que acontece com o seu cérebro quando você está apaixonado por aquela pessoa especial:

5. Um turbilhão de emoções

Quando seu estômago “treme” só de se encontrar com uma nova pessoa, os níveis de dopamina aumentam. Tudo o que a dopamina faz é criar uma dose extra de empolgação quando você vê o indivíduo, criando um intenso desejo de estar perto do mesmo. Uma neurotrofina chamada “fator de crescimento nervoso” acompanha toda essa euforia e aumenta sua dependência emocional. Por fim, os níveis de serotonina diminuem, o que aumenta o desejo.

Esse ‘coquetel químico’ é o motivo pelo qual os casais apaixonados podem ficar tão apaixonados um pelo outro. Estudos mostram que as concentrações de substâncias químicas no cérebro de pessoas apaixonadas são semelhantes àquelas que sofrem de TOC – afinal, quem nunca ficou dias sofrendo de saudades e pensando (e sem conseguir parar) em alguém?

4. Paixão e desejo sexual

O amor romântico é impulsionado em grande parte pelo centro emocional do cérebro, o sistema límbico. Enquanto isso, o desejo sexual é controlado pelo sistema endócrino. Partes do hipotálamo preparam o corpo para o sexo, enquanto os hormônios esteroides aumentam o desejo sexual. Mas não desconsidere o desejo como um instinto carnal primitivo: quando você está desejando alguém, seu cérebro faz um grande esforço subconsciente.

3. Enquanto o relacionamento se solidifica…

Conforme o casal vai se tornando mais próximo, eles se tornam menos apegados. A fase de aproximação se intensifica. Os núcleos de rafe começam a produzir mais serotonina, enquanto, dentro de um ano, os níveis dos fatores de crescimento nervosos geralmente retornam ao normal. As coisas podem parecer menos empolgantes, mas o aumento da serotonina ajuda a produzir uma ligação forte e menos carente, que prepara os casais para um relacionamento de longo prazo. A ocitocina – o hormônio que inunda seu cérebro durante um orgasmo – ajuda a diminuir ainda mais a obsessão e ajuda a tornar as coisas mais estáveis. (A ocitocina, a propósito, é o mesmo hormônio que torna os laços maternos tão fortes.)

2. Após anos…

Quanto mais dura uma relação, menos dopamina é liberada. Mas isso não significa que o vínculo está acabando. De fato, uma molécula chamada CRF (fator liberador de corticotrofina) ajuda a manter os casais unidos. O CRF é liberado sempre que os casais ficam longe um do outro, criando um sentimento de desconforto que os fazem sentir falta um do outro. Nos homens, uma molécula chamada vasopressina também aumenta. A vasopressina está ligada ao comportamento territorial, e pode explicar por que, nos relacionamentos saudáveis, os homens se sentem leais e protetores de seus parceiros(as), enquanto em relacionamentos não saudáveis, tornam-se possessivos.

1. Quais são as vantagens de um relacionamento amoroso?

Por um lado, pode tornar você mais ágil e inteligente. Em um estudo, os participantes olharam para um computador enquanto nomes apareciam na tela (mas piscavam tão rapidamente que não conseguiam reconhecê-los conscientemente). Quando o nome do ente querido apareceu, sua capacidade de realizar tarefas cognitivas exigentes melhorou significativamente. Os cientistas acreditam que isso acontece porque o amor ativa o sistema de dopamina do cérebro – um sistema que demonstra aumentar as habilidades cognitivas e motoras.

[Mental Floss] [Imagens de Lingvistov]

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