Saladas do McDonald’s deixam cerca de 400 clientes gravemente doentes por surto de parasitas

Cerca de 400 clientes passaram mal depois que 15 franquias da rede de fast food McDonald’s foram abaladas pela presença do parasita Cyclospora cayetanensis nas saladas.

O caso aconteceu nos Estados Unidos, em 15 restaurantes diferentes. A Food and Drug Administration dos EUA confirmou que o problema é causado pelo parasita Cyclospora, que é transmitido em alimentos contaminados com matéria fecal.

A infecção intestinal originada pelo contato com o parasita se dá a partir da ingestão de água, frutas e até mesmo folhas e vegetais crus que foram contaminados por fezes humanas.

Os sintomas são muito semelhantes aos da gripe, apresentando também fortes dores estomacais. Outros sintomas incluem perda de peso e apetite, dores intestinais e fadiga.

Os efeitos das doenças podem durar de apenas alguns dias a mais de um mês.

Em meados de julho, o Departamento de Saúde Pública de Illinois confirmou cerca de 90 casos de ciclosporíase, sendo que a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA confirmou que pelo menos 395 pessoas foram afetadas em 15 estados, com pelo menos 16 hospitalizadas com sintomas graves.

Investigadores afirmam que parasita, que está ligado às fezes humanas, foi detectado nas saladas da rede, sendo que o  McDonald’s voluntariamente parou de vender saladas na semana passada em cerca de 3.000 restaurantes em 14 estados – Illinois, Iowa, Indiana, Wisconsin, Michigan, Ohio, Minnesota, Nebraska, Dakota do Sul, Montana, Dakota do Norte, Kentucky, Virgínia Ocidental e Missouri – até fazer a mudança para outro fornecedor de misturas de folhas de alface.

“Nós removemos a mistura de alface fornecida pela Fresh Express ‘Streamwood, Illinois”, disse a rede de fast-food em um comunicado na sexta-feira. “Muitos restaurantes já têm uma nova oferta de mistura de folhas de alface, enquanto esperamos que todos os restaurantes identificados tenham nova oferta nos próximos dias”.

As doenças começaram a partir do dia 1 de maio, de acordo com o FDA. As pessoas doentes têm entre 16 e 87 anos e 66% são do sexo feminino. Nenhuma morte foi relatada.

[The Sun]

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