Mulher é embalsamada viva na Rússia

Uma russa de 28 anos acabou morrendo de forma trágica na semana passada, enquanto passava por uma cirurgia laparoscópica para remover cistos ovarianos. A mulher, que tinha o objetivo de engravidar depois da operação, foi vítima de um erro gravíssimo por parte dos médicos, que injetaram um concentrado químico de embalsamamento, chamado formalina. Confundido com outro composto químico, a formalina foi erroneamente injetada em sua região abdominal. A equipe chegou a tentar limpar a cavidade abdominal da mulher quando o erro foi constatado, mas não teve sucesso.

De acordo com informações do The Verge, Fedyaeva conseguiu sobreviver por 14 dias, até morrer por falência de múltiplos órgãos.

A formalina, substância injetada de forma equivocada em seu corpo, é formada de água, álcool metílico e formaldeído – um químico extremamente tóxico utilizado para embalsamamento. Em condições naturais, o formaldeído ocorre como um gás, mas em misturas líquidas pode ser dissolvido em forma estável.

Conforme explica o portal ‘IFLScience‘, quando o formaldeído entra em contato com o tecido vivo, ele age de forma a fixar as estruturas orgânicas no interior dele, quebrando ligações moleculares. Esse processo é extremamente útil para preservas amostras de laboratório e/ou para adiar o processo de decomposição.

A formalina é composta de 37% de formaldeído, e apenas duas colheres de sopa dessa substância podem matar um ser humano adulto. Por conta das questões éticas que envolvem dar uma substância química altamente cáustica a um animal vivo, é difícil dizer exatamente o que aconteceu com o corpo de Fedyaeva, mas certamente foi agonizante. “Eu só posso imaginar que ela tenha sentido uma queimação. Você é dilacerado em um nível molecular de dentro para fora”, explica o diretor de funerárias da Pensilvânia, Caleb Wilde, ao The Verge.

A equipe médica supostamente não teria comunicado de forma imediata a família sobre o que aconteceu com Fedyaeva. Em vez disso, entraram em acordo entre si e deram a ela algum tipo de injeção quando ela acordou se queixando de dor na manhã seguinte. Em poucas horas, no entanto, a verdade acabou surgindo, quando a paciente viu sua condição se deteriorar rapidamente. Ela foi colocada em coma induzido e levada para um hospital em Moscou, onde uma nova equipe de médicos tentou freneticamente salvar sua vida.

De acordo com informações do ‘The Washington Post‘, a equipe médica que participou de sua cirurgia e o médico chefe do hospital foram demitidos após uma investigação que revelou que a equipe não havia lido o rótulo do frasco de formalina antes da administração.

via IFLScience.

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